Grupo de Oração

Todos os Sábados às 19:30 na Paróquia Santa Rita de Cássia.

22 de fevereiro de 2010

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010

O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.
Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.
Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.
A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2010 começou na Quarta-feira de Cinzas, 17, dia que marca o início da Quaresma.
É a terceira vez que a CF acontece de forma ecumênica, a exemplo dos anos 2000 e 2005. A organização está sob responsabilidade do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), integrado pela Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.
Com o tema "Economia e Vida" e o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6, 24), a Campanha busca ajudar a sociedade a construir uma economia que esteja a serviço da vida.
Escolhido há dois anos, o tema será debatido num contexto de crise mundial financeira, deflagrada no final de 2008, e de eleições. No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra.
"O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentadas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário", diz o texto base da Campanha.
Para alcançar os objetivos da Campanha, o Conic propõe como estratégias "denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro". Aconselha, ainda, "educar para a prática de uma economia de solidariedade", além de conclamar toda a sociedade "para ações sociais e políticas" que levem a uma economia de solidariedade.
O Tempo da Quaresma, em que é realizado a Campanha, favorece a conversão "social, eclesial, comunitária e pessoal", de acordo com o Conic.

17 de fevereiro de 2010

QUARTA - FEIRA DE CINZAS


A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma. A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14). A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão. O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

12 de fevereiro de 2010

CARNAVAL: Festa de Deus ou do Diabo?



O Carnaval é um exemplo de "invenção" que brota da sabedoria cristã. Para entender a origem cristã do carnaval, devem ser levados em consideração ao menos dois fatores: a tendência de "batizar" certas festas pagãs e a consciência de que "ninguém é de ferro". Quando estudamos a origem de várias de nossas festas e celebrações litúrgicas, vamos encontrar nelas uma raíz pagã. Ou seja, a Igreja nascente e dos primeiros séculos ficava atenta a certas festas e a certos comportamentos pagãos, para superá-los através de uma espécie de sublimação. Sabidamente o próprio dia do Natal tem a ver com uma festa pagã dedicada ao "deus Sol". A introdução progressiva aos "mistérios da fé", também tem algo a ver com uma certa necessidade humana de preservar contra a banalização certas dimensões muito profundas da vida.
Pois bem, percebendo que os pagãos tinham alguns dias de festividades mais intensas, e que com certa facilidade levavam a exageros (festa do vinho, por exemplo), a Igreja, em sua sabedoria, entreviu no carnaval uma possibilidade de os cristãos encontrarem maneiras alternativas para se alegrarem e se descontraírem. Sabendo que "ninguém é de ferro", a mesma Igreja que pregava a necessidade do jejum e da penitência, sobretudo no período da Quaresma, olhou com bons olhos a organização de uma espécie de "despedida" dos dias normais, para uma entrada corajosa no período da Penitência. Não se poderia, sem mais, afirmar que a Igreja "criou" o carnaval, através de uma espécie de decreto. Aliás este sabidamente não é seu feitio. Mas pode-se dizer que a Igreja olhou com bons olhos e até incentivou o "batismo" de dias de "folia", para então poder concluir: "agora vocês que já brincaram peguem firme no jejum quaresmal".

Conclusões:

Primeira: toda e qualquer atividade, todo e qualquer momento, podem ser propícios tanto para a graça, quanto para o pecado. Às vezes os mesmos gestos podem traduzir graça ou pecado. Depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.
Segunda: seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma. É isto que fazem milhões de famílias: aproveitam estes dias para ir à praia, conhecer algum local especial, visitar parentes e amigos, ou mesmo, ficam de "papo para o ar". Lembro que as "mentes podres" de algumas pessoas ficam vendo fantasmas onde eles não existem; ou mesmo, que certas condenações moralizantes traduzem desejos ocultos, mas muito profundos dos resmungões da vida. Lembremos o ditado: "quem desdenha quer comprar".
Terceira: para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval e que não condizem com nossa compreensão cristã da vida, e que não convêm a nós cristãos. Falando mais claro: por que não organizar um carnaval "leve" para nossas crianças e adolescentes, para nossa segunda e terceira idades, mesclando danças, músicas ritmadas, momentos de brincadeira e outras coisas interessantes?
Quarta: mas afinal, o carnaval é festa de Deus ou do diabo? Para bom entendedor, meia palavra basta: tudo depende de como você "imagina", "vê", ou "vive" o carnaval. As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus; as "rosnadas" de mau humor sempre vêm do diabo. Ao que tudo indica, a Igreja dos primeiros séculos mais temia os mal humorados do que os "foliões", pois os primeiros são quase incorrigíveis, uma vez que se julgam melhores do que os outros, e quem sabe até já "salvos"; enquanto os segundos, são capazes de apresentar mais disponibilidade para cultivar certas virtudes cristãs, como as apontadas acima: trabalho em conjunto, solidariedade, persistência, coragem para enfrentar os revezes da vida...

Dr. Frei Antônio Moser

4 de fevereiro de 2010

BATISTA LIMA


Conheça um pouco da conversão de Batista Lima, vocalista da Banda Limão com Mel.
"As pessoas que me conhecem, conhecem-me superficialmente na figura do artista Batista Lima. Contudo, não conhecem a essência da pessoa Cícero Batista de Lima. Estou fazendo esse relato para dar testemunho da graça de Deus em minha vida. A você, meu irmão, primeiramente, que a paz de Jesus esteja sempre com você. Inicio a minha história dizendo que cheguei ao fundo do poço, mas a enfermidade que atingiu minha vida foi a pior de todas (a doença da alma)." Cícero Batista de Lima

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